Da cúpula de sues olhos enevoados
Caio
Falta-me ar
Sei não se pela queda
Pelo medo
Ou pura desistência
Na escuridão do apelo de meu temor
Chovo
Encontra-me dor
A certeza do desforro
Pelo, pelo
Corpo e falência
A seus pés a consequência do erro
Espatifado
Deseja-me vida
A dúvida do levante
Pela angústia e sofrimento
A força do renascimento
Somos a extensão de nossos pensamentos e vontades. Harmonias em tom essencial. Por vezes melódicas, em outras dissonantes. Buscamos o encontro de nossas vidas, as vidas de nossas buscas, e tropeçamos no acaso, sorrindo, para despertar afetivamente nossos sentidos aguçados. Instinto de sobrevivência. Viva, compartilhe!
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sexta-feira, 22 de outubro de 2021
Tente
sexta-feira, 15 de outubro de 2021
Hoje é o dia que você me esquece
Hoje é dia
Tempo de sair
Curtir a vida
Mais dele
Que passa
E não vemos
Sentimos bastante...
é só o momento
70% descontração
No mais, já sabe né?
Hoje é noite
Saindo, enlouquecendo
Você vê a si
Menos de mim
Passando na linha
Cambaleando...
é só o tempo
Outros tantos %
No menos, nada sente!
Um caractere na digital
Na tela
Se falta, ela passa
E nunca mais...
Durante muitos anos
Até que o dia chegue
Novamente
sexta-feira, 11 de dezembro de 2020
Remontar
Uma parte de mim que não se esconde
Que não foge e não teme consequências
Uma parte do meu eu que só apronta
Que faz de conta que a vida é brincadeira de mal gosto
Uma parte da conduta que insiste em errar
Que pra ela o importante de tudo sempre foi bagunçar
Aquela parte tímida
Que só tem cautela e paciência
Aquela parte séria
Que organiza e planeja
Aquela parte que age
Que acerta tudo em seu lugar
Das partes que monta e remonta meu ser
Que faz reler, rever e receber dádivas
Das fugas de mim, aprontando o gostoso da vida
Que persiste sabendo a mudança que virá
Daquela sagacidade que sentia
Daquele meu abraço em mim
Daquilo que faltava encontrar
Eu já não preciso mais
As partes que não me servem, as deixei pra trás
E as incompletas aprenderam a se amar...
terça-feira, 20 de outubro de 2020
A leve brisa da primavera
Bate, margeando azul e lilás
A corrida e a volta
Em braços e abraços largos
Carregando um pouco de mim
Deixando uma lembrança de si
Prazeres tão simples da vida
Desenhados nas nuvens da memória
Precisa e indecisa
Mas sempre eficaz
Tocando sua calma canção
Perdendo-se num instante
Levando as dores do coração
quinta-feira, 15 de outubro de 2020
Do coração a alma
Do coração a alma
Não precisamos esconder
O que o silêncio falta
A fala muda do olhar revela
O brilho, falha em me conter...
Em me ter na mão
Tenho medo do que possa ser
Não saber do fim o meio
Pulsando, o tom da canção...
Que treme n’alma
Faz da melodia a pele
Do arrepio nosso segredo
O piscar, imensidão e sossego...
Em te sentir como um trovão
A certeza do que está por vir
Sei que é daí que vem o começo
Brilhando, na cor do coração...
Do coração a alma
segunda-feira, 18 de julho de 2016
Isso não é nada
Saída do mundo
Conseguir realmente uma saída
Proibida talvez, quem sabe?
O público quer atenção
Uma versão de nós mesmos
Ninguém sabe o rolar dos dados
Permitir sonhar uma chegada
Sem moral, mas com educação
Hoje o mundo está nublado
Minha ilusão é ter um ombro amigo
Ele vive saboreando teus lábios
Na noite o olhar penetra a alma
Um disparo, uma direção
Na velocidade calmante de um abraço
Incerta é a sagacidade
Um sorriso de lado
Aquela sombra no pescoço
E tchau!