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terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Sobre o futebol

Eu deixei de torcê pro meu time
Resolvi  jogar com o coração
A partir daí a vida foi um sucesso total
Nunca mais briguei, não fiz falta violenta
Só aqueles totozinho no calcanhá
E só!
Vários títulos, várias promessas e o desencanto
Mas futebol de verdade mesmo é de malandro
Então você levanta e sai jogando

Eu deixei de discutir para zoar
Dar vários chapéus e a famosa paulistinha
Eu também tomei rolinho, faz parte
Mas a arte de encantar só eu tinha
Era matar do jeito que dava e dar aquele passe
E só!
Vários furos, várias vaias e quebrei o joelho
Mas futebol tem suas vantagens
Descobri que puta gosta de atleta

Abraço!

sábado, 21 de março de 2015

Faculdade, quem nunca?


Quem nunca teve a oportunidade de comer baratas?
Quem nunca dormiu com um rato?
Quem jamais esteve as margens de um pronunciamento pródigo sobre si mesmo?!
Quem nunca perdeu algo emociona e racionalmente doloroso?
Quem nunca cantou em conjunto na escola? Que esteve presente naquela batida: Tum-tum Tá! Tum-tum Tá!, I-ueu I-ueu Roquiu!
Não sei de vocês, mas eu já estivo em muitas situações ébreis 
Bas quais me estabeleço
Também, quem nunca dormiu com gatos?
Quem nunca sonhou com o prazer?
Apesar de alguns lerem rapazes
Sim, jamais percebi quem poderia falar sobre o que estava sentindo
Mas é divergente uma natural entrepôr uma locução
Aí vem a ideia de que o sobrenatural não é algo tão superior assim, e nem emergente
Somente na direção que você, mero ilusionista de si mesmo, entende
Como nunca esteve lá
Realmente se mostra descontente com a etimologia
Então o que nunca aconteceu passa a acontecer
Em um dia ou dois, talvez, você possa me entender

quinta-feira, 12 de março de 2015

Ao mundo, todas a dores


Toda a dor do mundo a quem ama
A quem sabe amar, um pouco de calor também
Se bem que doer por amor já está implícito
Tão solícito esse sujeitinho se faz
Primeiro vem a paz, depois o turbilhão
A razão fica desnorteada com tanta informação
O coração parece parar no ar, logo ali loquaz
Nem se sabe de onde veio, só que dói o peito

Por ele não estar mais lá

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Eu te amo

Eu vejo a vida passar. Deixo lá, aquilo que tem que estar. Muito do que acontece às vezes não devia, aí sigo minha filosofia. Uma teoria, talvez um delírio. Um colírio, uma dádiva divina. Quem sabe um dia o passarinho vai devagar, de vagar consigo a persistir em voar sem descansar e morrer de euforia. O luar no alto de um cupinzeiro. Pelados na noite observando o cruzeiro. Aquele calafrio gostoso de se sentir quando o verdadeiro abraço faz vestir; um brigadeiro depois do parabéns. Uma loucura sensata no faz de contas, somando ao contrário do tempo em que as pessoas vivem tentando encontrar a teoria da felicidade que prove, uma calúnia que incrimine; todos são capazes de mentir, poucos deixam-se levar pela emoção. 

sábado, 22 de novembro de 2014

Todo dia pode ser


Um dia pode ser que o impossível seja apenas aquilo que duvidamos de nós mesmos, dos outros e de quem mais queremos evitar; quando acreditei logo morri pela crença, mas quanto mais acreditava, mais vivia. Logo demonstrei que merecia muito mais que viver. Fui escolhido para virar monumento, ser astrônomo ou arquivista, algo voltado para pontos de vista. Quem escolhi para fugir foi ela, a mais bonita da pista. De passado obscuro uma mancha se formou na saída, depois de horas com passos sensuais ela decidiu me beijar. Oh doce beijo! Um desejo de tanto esperar e pesar, pois tive que lutar contra o veneno daqueles lábios. Ardia, um pouco morria e persistia em circular pelas minhas veias, de novo, de novo e novamente, sem deixar de atormentar meu coração, mais que isso, queimava a todo momento, por onde passava e ainda deixava recado: onde estiver, saiba, eu serei o silêncio.                                         

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Mendigo - Haki


Não é porque você só vê o que não quer e acredita ver o que vou lhe mostrar:

Sabe quando tá perdido? Algo costuma te induzir a pensar, a todo momento, realmente não sabe onde está. Então, é ali que faz sentido. Porque o que a gente quer é buscar algo crível, sim, ver mais de perto. Saber o que acontece, ali, pertinho, saber a facilidade de focar no caminho e não no "onde ir", porque confiar no caminho é saber de si, de mostrar que o passo é você quem dá.

sábado, 22 de março de 2014

Dr. Morte

Dr. - Sabe porque temos câncer?
Estranho - Um terço dos humanos são diretamente descartáveis. Enquanto a outra parte tem chances maiores de fazer parte de um sistema que mantem a doença inerte. E ainda, falando de porcentagem, 33% é certo de terem câncer, 66% está dentro do jogo para sobreviver e 1% detêm o controle. É uma situação que parece não fazer o menor sentido. Mas por trás das cortinas o câncer que faz parte de um programa de gestão da vida, não passa de uma guerra pra combater o próprio organismo, auto-sabotagem. Alguns de nós de repente, mas eu diria que fomos programados, que fomos induzidos, que fomos pressionados, resolve se multiplicar de forma desordenada e descontrolada. Isso é péssimo! Mesmo que dominem um território, a grande maioria morrerá para alegria da ordem no caos. Este é o escopo perfeito para o ciclo de destruição que os humanos precisam nessa linha de raciocínio. 
Então, por que diabos essa merda toda acontece?
Porque no passado ancestral todos os animais vivos hoje, contando com a maior besta de todas, nós, passaram a viver em conjunto. 
Um dos grandes problemas disso tudo é coordenar quem é definitivamente desprezível, ou seja, eles precisam ter certeza para que o projeto não seja desconfigurado até que pretendam alguma mudança lucrativa. É só pensar nos espaços entre as batidas do coração: se muitas não tiverem em harmonia, com pausas na hora certa, todos nós teríamos uma canção interior sobreposta, uma em cima da outra, o que não faria soar a melodia da vida, e não sobraria espaço para o silêncio. O processo envolve uma dança frenética molecular precisa: se, por algum motivo, o coração erra algum passo, a música passa a não fazer mais sentido e sofre uma modificação inesperada, então a dança pode simplesmente se multiplicar fora de hora. E, pior ainda, pode fazer isso assumindo características que não têm nada a ver com a pista de dança onde está, ou o som pode invadir outros órgãos em sua ânsia de nos fazer dançar. Aí nasce o caos, o tumor, a desordem, cautelosamente arquitetada para dominar a vida.